Investidores estrangeiros apostam na agricultura, indústria e construção

Grande parte dos expositores presentes na 24.ª Edição da Feira Internacional de Luanda (Filda), que terminou domingo, manifestaram o seu interesse em trazer para Angola indústria, tecnologia e “know-how” para as mais diversas áreas da economia nacional, numa altura em que o Governo aposta na diversificação da estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), que hoje depende esencialmente dos sectores dos petróleos e diamantes.

Como áreas prioritárias, os potenciais investidores apontam os sectores da agricultura, indústria transformadora, construção civil, obras públicas, bem como na prestação de serviços.

Os empresários alemães, por exemplo, querem apostar mais no fornecimento de equipamentos industriais e na construção de estradas, pontes, energia e águas, conforme adiantou o conselheiro chefe adjunto da Embaixada Alemã em Angola, Berndt Oesterlen, por ocasião do dia deste país na Filda.

A liquidação da dívida da Alemanha por Angola motivou ainda mais o interesse de os germânicos investirem no mercado angolano.

A mesma disposição foi manifestada pela República Checa que trouxe para a Filda apenas cinco empresas, todas elas fabricantes de produtos que o país precisa nesta fase de reconstrução. Os empresários checos pretendem aumentar o seu volume de negócios no país, que hoje se situa em sete milhões de dólares.

A República Checa é um dos maiores produtores de automóveis ligeiros, tendo em funcionamento duas fábricas, uma que produz a marca “Scoda” e a outra as marcas Toyota, Peugeot e Citroen.

O director-adjunto para Ásia, do Ministério do Comércio e Indústria da República Checa, Stanislav Matocha, revela que o seu país vai reforçar as campanhas de sensibilização para que os empresários locais aumentem os negócios e efectuem investimentos em Angola.

Na Filda, estavam representadas empresas que fabricam camiões da marca “Tatry”, de motorizadas de marca “Java”, de moto-serras de marca “Pilous”, bem como equipamentos de protecção contra as minas.

Os empresários portugueses, presentes na Filda, também estiveram atentos às novas políticas do Governo. Tidos como um dos dois maiores investidores em Angola (mais de 120 empresas instaladas no mercado), os portugueses querem apostar mais na banca, construção civil e obras públicas.

Actualmente, o investimento português é dirigido, principalmente, para o sector imobiliário e financeiro e atingiu, em 2005, 64.59 milhões de euros.
A China é o gigante mundial que aos poucos está a ganhar espaço no mercado angolano. Trouxe para a Filda uma diversidade de produtos. Os empresários, na sua maioria estreantes, revelaram-se atentos ao desenvolvimento da economia nacional e pretendem estabelecer parcerias com angolanos.

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